Trilho das setas

As cartas entram no trilho e nada se mexe: a turma diz em que casa o besouro vai parar antes de qualquer coisa andar.

Sobre esta ferramenta

O Trilho das setas é um instrumento para a lousa da sala. Na tela há um tapete quadriculado, um besouro parado em uma casa, virado para um lado, e um trilho vazio ao lado. Existem quatro cartas e nada mais: para a frente, para trás e um quarto de volta para cada lado do corpo dele. Você encaixa as cartas no trilho e nada acontece. A turma diz em voz alta em que casa o besouro vai parar. Só então um toque roda o trilho inteiro, carta por carta, e ele vai deixando o rastro por onde passa.

Nas cartas não há uma palavra sequer, e é isso que abre a atividade para a turma inteira: uma criança que ainda não lê monta o trilho e defende o palpite dela em igualdade com os colegas. Duas das quatro cartas são o coração da coisa, porque não tiram o besouro da casa em que ele está e mesmo assim mudam o que todas as cartas seguintes vão significar. Troque uma carta só, rode de novo, e o rastro anterior continua na tela, apagadinho, mostrando até onde aquela única troca chegou. É o que a BNCC pede nos anos iniciais: descrever, prever e justificar um deslocamento.

A discussão boa da sala é sempre a mesma: quando o besouro está de frente para as crianças, a esquerda dele cai do lado direito de quem olha. Por isso existe o botão que gira o tapete inteiro sob um besouro que fica parado. A mesma carta continua sendo a mesma carta no corpo dele, enquanto cai de quatro jeitos diferentes na tela do professor. Nenhum robozinho de chão faz isso: ele anda pela sala, mas nunca consegue mostrar à turma como as coisas são do lugar dele.

A ferramenta gratuita traz o aparelho inteiro: os tapetes nos três tamanhos, as quatro cartas, um trilho sem limite de cartas, a rodada, o rastro, o rastro apagado da rodada anterior e o botão que mostra o tapete do jeito que o besouro vê. Não há pontuação, cronômetro nem nada na tela que julgue uma criança. O caderno de tapetes prontos, os tapetes que você mesmo salva e a impressão do tapete vazio e das cartas em branco para recortar fazem parte do plano Professor.

Como usar em sala de aula

  • Escolha o tamanho do tapete: o menor para a educação infantil, os maiores para o 1º e o 2º ano.
  • Ponha o besouro na casa de onde a turma quer começar e mostre para que lado ele está virado.
  • Peça três ou quatro cartas à turma e encaixe uma a uma no trilho, sem rodar nada.
  • Antes de tocar em Rodar, peça que digam em voz alta em que casa ele vai parar.
  • Toque em Rodar e deixe o besouro andar carta por carta, sem comentar o palpite de ninguém.
  • Troque uma carta só, rode de novo e pergunte por que o rastro mudou tanto lá na frente.

Ideias para a sala de aula

  • Na rodinha da educação infantil, deixe uma criança escolher cada carta e a turma inteira apontar para a casa onde o besouro vai parar antes de você rodar.
  • No 1º ano, trabalhe localização e movimentação no espaço (EF01MA11 e EF01MA12) com trilhos de quatro cartas, pedindo que a turma descreva o caminho em voz alta antes da rodada.
  • Peça que duas duplas montem trilhos diferentes que levem o besouro à mesma casa e depois comparem os dois rastros na tela.
  • Gire o tapete assim que alguém apontar o próprio braço para dizer de que lado o besouro deve virar: com ele de frente para a turma, a diferença aparece sozinha.
  • No 2º ano (EF02MA12), monte um trilho de oito ou dez cartas, registre a previsão da turma no quadro e só depois rode, comparando o que estava escrito com o rastro.