A Máquina de Trocas

O vai um e a troca são a mesma máquina, funcionando nos dois sentidos.

Sobre esta ferramenta

Uma conta armada sobre papel quadriculado, em que cada coluna continua para baixo em um tubo com aquilo que a ordem realmente tem. Toque em uma coluna que tenha o que dar: um sai dela e chega como dez no tubo à direita. A marca da caneta é escrita no mesmo instante, de modo que a escrita e o movimento não viram duas aulas separadas.

A troca é o ponto mais temido do ano, porque a criança recebe o algoritmo como uma sequência de marcas arbitrárias a decorar na ordem certa. Aqui o segundo número já está desenhado nos tubos em contornos vazios, e a falta aparece antes de qualquer toque. Cinco contornos vazios pairando sobre uma coluna vazia respondem sozinhos a “por que eu quebraria uma dezena?”

Uma coluna vazia se recusa a dar: em 204 − 137 é preciso trocar primeiro uma centena, e é essa recusa que ensina. Nada é marcado como certo ou errado – sem pontuação, sem cronômetro, sem estrelinhas – e o material simplesmente não consegue fazer o impossível. Na BNCC as trocas no quadro de valor de lugar já aparecem no 2.º ano, enquanto o algoritmo escrito é formalizado no 3.º ano, então a máquina serve aos dois momentos.

Como usar em sala de aula

  • Projete uma conta armada e leiam os tubos junto com a turma antes que alguém toque na tela.
  • Pergunte onde está faltando: os contornos vazios pairando sobre uma coluna vazia mostram isso sozinhos.
  • Toque na coluna que tem o que dar e observem a marca ser escrita no exato instante da troca.
  • Toque de novo para devolver tudo ao lugar e deixe a turma ver a mesma máquina andando ao contrário.
  • Ajuste a escrita e o método aos do material que sua turma usa e entregue depois a tela para uma criança conduzir.

Ideias para a sala de aula

  • Comece com 204 − 137 e deixe a turma tocar primeiro nas dezenas: a recusa transforma “o que a gente troca primeiro?” em pergunta das crianças.
  • Arme os mesmos algarismos como adição e logo em seguida como subtração, para que o vai um e a troca apareçam como um único movimento nos dois sentidos.
  • Cubra a conta escrita, peça que leiam apenas os tubos e depois descubra, ligando cada marca ao movimento que a causou.