O gráfico da turma
A turma responde a uma pergunta, cada criança toca a sua resposta e o gráfico cresce na frente de todo mundo.
Sobre esta ferramenta
O gráfico da turma é uma enquete feita junto, projetada em uma única tela. O professor digita uma pergunta e duas ou três respostas; depois as crianças vão até a lousa, uma de cada vez, e tocam a resposta que escolheram. A cada toque, uma figurinha entra na coluna daquela resposta: uma figura, uma criança. Não é preciso um aparelho por aluno, nem cadastro, nem preparo na véspera. Os dados são a própria sala, e não o exemplo de uma turma desconhecida — é disso que a BNCC fala já no primeiro ano (EF01MA21 e EF01MA22).
A passagem do monte de figuras para a barra é a maior abstração dos primeiros anos de trabalho com dados, e na folha impressa ela sempre chega pronta. Aqui o professor toca em “Ver as barras” e a turma vê as colunas de crianças virarem um gráfico de barras; toca em “Ver as crianças” e as figuras voltam. O pictograma e o gráfico de barras deixam de ser dois exercícios separados: são a mesma informação, na mesma altura, olhada de dois jeitos. O que ensina é justamente o instante da mudança.
Os números ficam escondidos no começo, e isso é de propósito: se um numeral aparece na tela desde o início, ninguém mais olha para o gráfico. Primeiro a turma compara por comprimento — esta coluna chega mais alto, esta é do tamanho daquela — e só depois um botão separado revela as contagens. A barra tem exatamente a altura que o monte de crianças tinha, e dá para ir e voltar quantas vezes for preciso conferir. É a melhor resposta para a criança que acha que a barra está dizendo outra coisa, maior.
Nada aqui coloca as respostas em ordem. Não existe resposta vencedora, não existe organizar da coluna mais alta para a mais baixa, não há tempo correndo nem pontuação: uma enquete de turma é um retrato do grupo, não uma disputa. Nenhuma criança é nomeada, todas as figuras são iguais e anônimas, e nada fica salvo — quando a página fecha, as respostas somem. O que permanece é o que a turma viu junta e a conversa que teve enquanto olhava.
Como usar em sala de aula
- Projete a ferramenta e digite a pergunta do dia com duas ou três respostas.
- Leia as respostas em voz alta para que todos saibam onde tocar.
- Chame as crianças uma de cada vez; cada uma toca a sua resposta uma vez só.
- Pare quando todo mundo já respondeu e pergunte o que dá para ver, sem contar.
- Toque em “Ver as barras” e deixe a turma dizer o que mudou e o que continua igual.
- Só então revele os números e volte para as crianças para conferir junto.
Ideias para a sala de aula
- Antes de tocar em “Ver as barras”, peça que cada criança adivinhe a altura da própria coluna e depois compare a previsão com o que apareceu.
- Peça a uma criança que mantenha o dedo no topo de uma coluna enquanto você alterna entre figuras e barras: a mão não sobe nem desce.
- Faça a mesma pergunta na segunda e na sexta-feira e conversem sobre o que mudou no meio da semana.
- Use perguntas do próprio dia — quem veio a pé, quem trouxe fruta, qual história vocês ouviram — para que os dados sejam mesmo da turma.
- Feche a atividade copiando o gráfico no caderno: as figuras de um lado, as barras do outro, na mesma altura.
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