O Mapa das Alturas
Um mapa de nove quadradinhos, cada um com um número que diz a altura ali. Ao lado, o prédio sobe sozinho — e embaixo aparece como ele fica visto de frente e visto de lado.
Sobre esta ferramenta
São nove quadradinhos, em três linhas de três. Dentro de cada um vai um número de 0 a 4, e esse número diz uma coisa só: que altura tem o prédio naquele pedaço. Ao lado, o prédio aparece montado. As duas coisas são a mesma coisa escrita de dois jeitos, e dá para mexer pelos dois lados: mude o número e o pedaço sobe, ou puxe o pedaço para cima e o número muda junto. Nada fica esperando confirmação.
Vale dizer com honestidade que construir a partir de um papel com números não é uma rotina da escola brasileira, como é em alguns países do norte da Europa. O que é nosso, e acontece toda semana, é outra coisa: a criança da Educação Infantil que empilha blocos e cubinhos e depois conta o que fez; a maquete que a turma monta no fim do projeto; e a pergunta que a gente faz o tempo todo sem material nenhum para apoiar — "e se você olhasse isso de frente? e de lado?". É nesse ponto que esta ferramenta entra. É a mesma ideia da maquete de blocos, sem cola nem tesoura, e com o papel dos números do lado para comparar.
Embaixo do mapa ficam as duas silhuetas: o prédio visto de frente, à esquerda, e visto de lado, à direita. Elas não são desenhos separados — são sombras do que está montado ali em cima, e mudam na hora em que qualquer número muda. Um botão gira tudo um quarto de volta: o prédio continua exatamente o mesmo, mas o que era a frente passa a ser o lado. Nem sempre a imagem muda, e isso também é conteúdo: alguns prédios ficam iguais depois de girar.
A parte mais forte vem depois. Outro botão mostra um prédio diferente que fica igualzinho a este visto de frente e visto de lado — porque as duas silhuetas quase nunca dão conta de definir um prédio sozinhas. Quando o prédio é daqueles poucos em que as duas direções realmente resolvem, o botão fica apagado, e isso é uma informação verdadeira, não um erro. A ferramenta não pergunta nada, não corrige, não pontua e não tem cronômetro. Ela conversa com o que a BNCC pede em Geometria nos anos iniciais, sobre representar e descrever objetos no espaço, e nunca pede o total de peças, que é assunto de outra etapa.
Como usar em sala de aula
- Projete na lousa e toque em um quadradinho do mapa: o número sobe e aquele pedaço do prédio sobe junto. Arraste para cima e para baixo se quiser passar direto para outra altura.
- Faça o caminho contrário na frente da turma: puxe um pedaço do prédio para cima e deixe que percebam sozinhos que o número no mapa mudou. É o mesmo objeto, escrito de dois jeitos.
- Aponte as duas silhuetas de baixo antes de mexer em qualquer coisa. Pergunte qual é a de frente e qual é a de lado, e deixe a turma descobrir pela posição de cada uma.
- Antes de tocar em Girar um quarto, peça um palpite: o que vai acontecer com as duas silhuetas? Depois gire e confira. Em alguns prédios não muda nada — pergunte por que.
- Chegue no ponto principal: pergunte se dá para existir outro prédio diferente que fique igual a este visto de frente e visto de lado. Recolha os palpites e só então toque em Outro que parece igual.
- Quando esse botão estiver apagado, aproveite: aquele prédio é o único possível com aquelas duas silhuetas. Pergunte à turma o que ele tem de diferente dos outros.
Ideias para a sala de aula
- Ditado de mapa: você fala os nove números em voz alta, uma criança preenche na lousa e o resto da turma confere olhando o prédio que aparece.
- Tape o mapa com a mão e deixe só o prédio à vista. A turma diz os nove números; depois destape e confiram juntos.
- Só as sombras: mostre apenas as duas silhuetas de baixo e peça que a turma monte um prédio que sirva. Compare as respostas diferentes — quase sempre há mais de uma.
- Palpite antes de girar: cada criança desenha no caderno como ela acha que vai ficar visto de frente depois do quarto de volta.
- Caça ao prédio único: mexam nos números até o botão Outro que parece igual apagar. O que esses prédios têm em comum?
- Depois no concreto: imprima a folha com seis mapas vazios, cada criança preenche o seu com números e a dupla monta com os cubinhos ou blocos da sala, sem ver o do colega.